Teste de transformador de saída

Christiano

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#91
Esse é o esquema que eu uso, mesmo assim não refresca a bagunça que fizeram com ele. Ainda vou ter que unir as partes para ver o que pode estar errado.
Acabei de fazer um teste e percebi que o canal CLEAN, ele está um pouco mais baixo em relação ao canal do driver, e percebi também que, quando regulo o bias em 90mv o Hammer fica mais alto, e quando coloco o bias em 60 a 70 mv o Hammer diminui.
 

jfonseca

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#92
Acabei de fazer um teste e percebi que o canal CLEAN, ele está um pouco mais baixo em relação ao canal do driver, e percebi também que, quando regulo o bias em 90mv o Hammer fica mais alto, e quando coloco o bias em 60 a 70 mv o Hammer diminui.
Se tiver um gerador de sinais, poderá injetar um sinal constante no pré e seguir o canal clean para ver onde o sinal está decaindo em relação ao outro canal.

O gerador de sinais pode ser até a saída da placa de som de um computador, caso não tenha um gerador de funções à mão.
 

Christiano

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#93
Se tiver um gerador de sinais, poderá injetar um sinal constante no pré e seguir o canal clean para ver onde o sinal está decaindo em relação ao outro canal.

O gerador de sinais pode ser até a saída da placa de som de um computador, caso não tenha um gerador de funções à mão.
Vou fazer esse teste, obrigado amigo pela dica, depois lhe digo como ficou.
 

Roberto Leme

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#94
O transformador que eu desenhei é um exemplo. No caso desse transformador desse Marshall, pelo que você mediu aí, o que eu posso dizer, é que o pino "1" é o CT. E os pinos "2" e "3" são as placas.
Não sei dizer sobre um curso sobre valvulados, mas provavelmente alguém por aqui saiba. Na internet tem muita informação boa, mas também muita coisa equivocada. Este fórum é muito bom para aprender e tirar dúvidas.
:)
Tô com um trafo do Marshall jcm 2000 tsl 100, que o pino central não é o do meio, porque as medições que fiz deu:
pinos 1,2 e3 sendo que pinos 1 e 2 deu: 17,9 ohms, pinos 1 e 3=17,4 ohms e pinos 2 e 3 =34,7 ohms, o que vc me diz?,
E desde já, quero lhe agradecer pelas dicas, tá me ajudando muito. Quero muito fazer um curso nessa area, mais não estou encontrando, se vc souber de algum curso desse, e poder me informar, também lhe agradeço.


Olá, gostaria de dar uma contribuição nesse post.
Os transformadores sejam de força ou sejam de saída tem como grandezas físicas o campo magnético que é medido em gauss (1000 gauss = 1 Tera) e a corrente que circula pelas bobinas.
Aplicando uma tensão AC no primário, essas duas grandezas fazem aparecer no secundário uma tensão que tem uma relação com o primário igual a relação de espiras, ou seja, volts/espira.
Por se tratar de uma tensão e correntes alternadas de acordo com a frequência de entrada, o transformador passa a ter uma característica dinâmica que é a Impedância.
Para se medir uma impedância é preciso instrumentos específicos e caros, ou usarmos matemática.
Conhecendo as tensões de entrada e saída, e conhecendo as indudâncias de cada bobina, é possível se chegar nas impedâncias.
Todos sabemos que as válvulas de saída tem impedâncias de carga chamadas de Ra para SE e Raa para PP, informações encontradas nos datasheets das válvulas.
Os transformadores de saída precisam ser dimensionados de acordo com a impedância das válvulas.
Então aqui fica a dica, nunca usem medições de resistências DC para definir qualquer parâmetro de um transformador.
As medidas de resistências são resultados do comprimento de fio usado em cada bobina do trafo, e mesmo tendo duas bobinas no primário de um trafo de PP, não necessariamente um lado vai dar os mesmos valores que a outra metade, logo o fio central CT não vai estar exatamente no centro se levar em considerações medidas feitas com ohmímetro.
No caso do trafo do Christiano, fazer essas medidas para identificar quais são os fios que vão para as válvulas, perfeito, serve, e serve também pra saber se o primário está aberto ou não, e tão somente..
Qualquer outra medida pra se saber características de um trafo é necessário pelo menos ter um Indutímetro (Instrumento para medir indutância) ou quem tiver um bolso mais recheado, ter um multímetro que mede Impedância.
Espero ter contribuido com este Texto, um grande abraço a todos.
Meu nome é Roberto Leme e sou fabricante dos Transformadores TRL.
 

Christiano

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#95
Olá, gostaria de dar uma contribuição nesse post.
Os transformadores sejam de força ou sejam de saída tem como grandezas físicas o campo magnético que é medido em gauss (1000 gauss = 1 Tera) e a corrente que circula pelas bobinas.
Aplicando uma tensão AC no primário, essas duas grandezas fazem aparecer no secundário uma tensão que tem uma relação com o primário igual a relação de espiras, ou seja, volts/espira.
Por se tratar de uma tensão e correntes alternadas de acordo com a frequência de entrada, o transformador passa a ter uma característica dinâmica que é a Impedância.
Para se medir uma impedância é preciso instrumentos específicos e caros, ou usarmos matemática.
Conhecendo as tensões de entrada e saída, e conhecendo as indudâncias de cada bobina, é possível se chegar nas impedâncias.
Todos sabemos que as válvulas de saída tem impedâncias de carga chamadas de Ra para SE e Raa para PP, informações encontradas nos datasheets das válvulas.
Os transformadores de saída precisam ser dimensionados de acordo com a impedância das válvulas.
Então aqui fica a dica, nunca usem medições de resistências DC para definir qualquer parâmetro de um transformador.
As medidas de resistências são resultados do comprimento de fio usado em cada bobina do trafo, e mesmo tendo duas bobinas no primário de um trafo de PP, não necessariamente um lado vai dar os mesmos valores que a outra metade, logo o fio central CT não vai estar exatamente no centro se levar em considerações medidas feitas com ohmímetro.
No caso do trafo do Christiano, fazer essas medidas para identificar quais são os fios que vão para as válvulas, perfeito, serve, e serve também pra saber se o primário está aberto ou não, e tão somente..
Qualquer outra medida pra se saber características de um trafo é necessário pelo menos ter um Indutímetro (Instrumento para medir indutância) ou quem tiver um bolso mais recheado, ter um multímetro que mede Impedância.
Espero ter contribuido com este Texto, um grande abraço a todos.
Meu nome é Roberto Leme e sou fabricante dos Transformadores TRL
 

Christiano

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#96
Muito boa a sua explicação Roberto, mais até hoje não conseguir entender como se testa um trafo de saida pra saber se está em curto ou alterado, estou com 2 amps, um BUGERA que usa 2xEL84 e um FENDER DEVILE que USA 2x6L6, os sintomas é de trafo com problema, pois já peguei alguns que tinha os mesmos sintomas e era o trafo, mais queria ter uma certeza absoluta, pra não correr o risco de IMPIRÍSMO, Você poderia me dar alguma dica de como testa-los, e se o defeito for neles mesmos, você faz esses dois trafos?
 

marfu

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#97
Roberto.

E quanto ao método de identificar a impedância utilizando 01 gerador de audio e medições correspondentes, para obtermos a relação de espiras e impedâncias???
 

Roberto Leme

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#98
Roberto.

E quanto ao método de identificar a impedância utilizando 01 gerador de audio e medições correspondentes, para obtermos a relação de espiras e impedâncias???
Marcelo, é possível sim usar um gerador de áudio, porém esse instrumento gera em média uns 7V na saída. Apesar de ser o suficiente para fazer a aferição, as medições precisam ser feitas com multímetros com fundo escala inferior a 2V e true RMS, ou usar um osciloscópio.
O procedimento é injetar um sinal no primário e fazer a leitura dessa tensão e também a do secundário, lembrando que no secundário será na ordem dos milivolts.
A conta é simples, basta dividir a tensão do primário pela do secundário, elevar ao quadrado e multiplicar pela impedância nominal do secundário, por exemplo se medir na de 8 ohms, esse será o valor.
Imp(pri) = (Vp / Vs)² x Imp(sec)
Fazendo este teste com o gerador, podemos fazer a varredura e verificar a resposta de frequência do trafo.
Obs.: Usar qualquer dispositivo para amplificar o sinal do gerador vai fazer o resultado depender da resposta de frequência deste dispositivo, e gerar um falso resultado.
Por exemplo, uma saída de áudio de computador não tem uma resposta plana, logo não serve como gerador de sinal como muita gente pensa.
Multímetros com apenas dois fundo de escala sendo um de 200Vac e outro de 600Vac, tem uma tolerância de uns 20% em medições de tensões baixas.
O método mais eficaz é ter um multímetro que meça Indutância (Henry). Aí basta medir as indutâncias de entrada e saída, dividir (pri) pelo (sec) e multiplicar pela impedância de saída.
Imp(pri) = Ind(pri) / Ind(sec) x Imp(sec)
 

marfu

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#99
Beleza.
Só fiz ao contrario, buscando maior precisão.

Injetei 1V no secundario.
Usando os 2 canais do scope, conferindo as tensoes de entrada em cada freq.

Acho que acertei o procedimento, mas... vou ter que comprar outro trafo pro meu projetinho de 6w SE.
 

Christiano

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Pessoal entrei em contato no privado com o Roberto Leme e o mesmo resolveu o problema que eu tinha com o trafo de saída de áudio, o cara é gente fina, tirou todas as minhas dúvidas, muito paciente e atencioso com os clientes, provavelmente farei os meus trafos com ele, visitem o site dele pra vocês verem a competência do cara.
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