Materiais

A construção de um amplificador de qualidade exige materiais de primeira qualidade. Não existem regras absolutas para a escolha de materiais, decisão que cabe exclusivamente ao construtor. No entanto, há certos fatores a serem observados. Seguem, adiante, algumas dicas a esse respeito.

Madeiras

A madeira empregada na construção de cabeçotes não influenciará o timbre do amplificador, portanto trata-se de uma escolha estética.

Já a madeira escolhida para a construção de combos ou caixas acústicas terá enorme influência no resultado final.

Atualmente há uma grande variedade de materiais “amadeirados” industrializados a partir de fibra, vegetal ou sintética processada e prensada. A maioria dos amadeirados é comercializada como algum tipo de MDF. Há processos que impermeabilizam o MDF, tornando-o mais resistente às mudanças climáticas e às situações adversas comuns nos palcos.

O MDF é tradicionalmente coberto em tecido sintético como Tolex, tweed, courvim ou couro. Estéticamente, o MDF deve, necessariamente, receber acabamento final opaco, pois ao natural não possui grande apelo visual. Duas alternativas populares são a cobertura de tecido sintético e a pintura automotiva.

Subjetividade ao escolher madeiras

Segundo (WEBER, Gerald. 2009. p. 239): “a diferença do pinho recente e aquele de 80 anos de idade é assombrosa. […] O [som do] pinho de 80 anos de idade possuía foco, era percussivo e definido. O pinho recente possuía timbre embassado e sem foco. Soava encaixotado e nasal em comparação”.

Evidentemente, as observações de Gerald Weber são subjetivas. Adjetivos como “focado”, “definido” e “embassado” são fruto de sua percepção e não podem ser mensurados com precisão. Porém, essa opinião, vinda de um experiente construtor de amplificadores de boutique (Kendrick Amplifiers), ilustra bem o fato da percepção do timbre depender completamente do gosto e do sentido de cada um.

Gerald Weber emprega exclusivamente o pinho em todos seus gabinetes para alto-falantes, segundo o catálogo Kendrick de 1994 (WEBER, Gerald. 1994. p. 493). Weber descarta ainda madeiras duras como Hickory e Maple na construção de gabinetes acústicos. “Sabiamos que esses não funcionariam” (WEBER, Gerald. 2009. p. 239).

Segundo (O’CONNOR, Kevin. 1997 p. 6-1): “Qualquer sistema, uma vez montado, terá uma faixa única de timbres, mas as nuances extraídas de cada um dependem do músico como indivíduo. Ter o mesmo equipamento que seu ídolo não o fará soar como tal.”

Para complicar ainda mais nosso estudo da acústica de gabinetes, a maioria das discussões sobre o timbre de caixas acústicas para guitarra gira em torno dos alto-falantes. É evidente que o alto-falante têm papel primordial na formação do timbre, porém a madeira empregada na construção de tais gabinetes não pode ser ignorada, pelo contrário.

Podemos somar à discussão a opinião de (SLONE, Randy. 1999. p. 15): “a indústria do áudio foi severamente danificada pelo subjetivismo [ … ] “, e prossegue, “ [o subjetivismo] coloca-se como um obstáculo para aqueles que esperam poder construir amplificadores de alta potência e de qualidade.”

Enquanto que Gerald Weber descarta madeiras duras para a construção de seus gabinetes, os primeiros amplificadores após Doc Kauffman deixar a Fender, em 1946, foram construídos em: maple, walnut, mogno e carvalho (oak) (TEAGLE, John. 1995. p. 25). São os chamados “woodies”, alguns dos quais tiveram reedições recentes – e foram todos construídos em madeiras relativamente duras.

O catálogo Fender de 1961 anuncia o uso de pranchas de madeira de 3/4” de espessura nos amplificadores Showman, Bandmaster, Bassman e Tremolux. (TEAGLE. p. 31)

Ainda de acordo com John Teagle (p. 37), em 1982 foram lançados gabinetes feitos de carvalho (oak) em acabamento natural, sem cobertura de Tolex em uma série especial desenhada por Paul Rivera. Novamente é utilizada madeira mais dura que o pinho, quase 40 anos após surgirem os primeiros amplificadores Fender, por um profundo conhecedor e responsável pelo desenho de grandes amplificadores valvulados (www.Rivera.com).

Dessa forma notamos que há amplo espaço para pesquisa e inovação na escolha de madeiras, principalmente no Brasil, onde há enorme variedade de espécies.

Madeiras no Brasil

Conforme mencionamos anteriormente, no Brasil há imensa riqueza de madeiras disponíveis para a construção de gabinetes de primeira qualidade.

O cedro combina a maciez do pinho com a facilidade de trabalho (é menos resinoso que o pinho). Realizei experimentos com gabinetes de cedro e o resultado (sempre trilhando o plano do subjetivo) foi extremamente agradável, com riqueza de graves e médios, sem perder a definição das frequências mais altas. O cheiro encantador do cedro por si só é uma ótima justificativa para seu uso!

A teca têm se tornado uma alternativa ecológica entre as madeiras finas cultivadas no Brasil. Com base em meus experimentos, gabinetes feitos de teca produzem timbre agradável, mais definido e com menos realce nos graves o que configura uma boa alternativa para amplificadores que realçam as baixas frequências (principalmente da era vintage, 1950’s ao início dos 1960). É possível adquirir teca proveniente de replantio a baixos preços, porém algumas das pranchas encontradas no comércio são colagens de peças menores. A extração da teca vem sendo feita precocemente, assim pranchas de mais de 20cm não são tão comuns quanto o pinho. A teca possui resina de cheiro agradável e marcante, porém o acabamento pode requerer algum trabalho de isolamento da resina antes da aplicação do verniz, como ocorre com o pinho. A teca mostra-se estável mesmo sob alterações de umidade (WILLIAMS, Sam. 2000) e têm sido tradicionalmente usada na construção de barcos e móveis exteriores. É naturalmente resistente ao tempo.

O curupixá têm sido uma excelente alternativa para a construção de amplificadores finos. Madeira de fácil trabalho e dureza média, propicia excelente acabamento. Não é demasiadamente resinosa e o trabalho de acabamento é relativamente simples. Muitas vezes comercializada como “mogno do sul”, apesar de vir da Amazônia brasileira. O curupixá vem sendo usado no exterior para construção de mesas finas de bilhar, algumas das quais chegam a ser vendidas por U$ 30.000 (KIPLINGER’S. 2005. p. 103)

O ipê é sempre uma ótima escolha, porém seu peso e sua dureza são fatores negativos. Há alguns anos construi um amplificador em ipê, o qual ficou conhecido, pelos amigos mais próximos, como “o amplificador de 40 Watts mais pesado do planeta”. No entanto o ipê é facilmente encontrado no Brasil e permite acabamento impecável e durabilidade quase “eterna”.

E, claro, o próprio pinho originado em replantio (“pinus”) pode ser uma alternativa acessível no Brasil. O Pinus Araucária mais comum não possui o apelo estético dos países de clima frio, como os famosos pinhos de Riga, por exemplo. Possui muitos nós e o acabamento é difícil devido à resina implacável dessa família de madeiras. O construtor deve comprar pelo menos o dobro da quantidade de lixas para completar o trabalho de acabamento! O cheiro da resina de pinho é sempre muito agradável, porém apresenta dificuldades durante o processo de acabamento.

Há uma tendência atual a empregarem-se materiais artificiais na marcenaria. É minha opinião que as válvulas não participam da modernidade digital, e tampouco deve acontecer com seus gabinetes e recobrimentos. O gabinete em “madeira de lei” possui personalidade própria, e segue nossa filosofia de não existirem dois amplificadores idênticos – pois não existem duas peças de madeira iguais. Faz, portanto, parte da identidade do amplificador valvulado.

É claro que não há absolutamente nada de errado em usar coberturas clássicas do rock n’ roll. Já que estamos falando de assunto absolutamente subjetivo (nossa percepção de beleza), não podia deixar de inserir aqui minhas próprias conjecturas!

Lembrando de que não há qualquer influência da madeira, além de estética, no som resultante dos amplificadores construídos na configuração “cabeçote”. Essa discussão, no que diz respeito à sonoridade, aplica-se apenas aos combos (amplificador e falantes no mesmo gabinete) ou caixas acústicas dedicadas.

Tecidos

Diversos tipos de tecidos são utilizados na construção de um amplificador completo. Alguns dos mais comuns são listados aqui:

  • Tolex: nome comercial de uma cobertura em vinil endurecido que simulava o couro, possui mais rigidez que o courvim (Tolex é praticamente impossível de furar com a unha). Foi utilizada como cobertura de bancos de automóveis e malas de viagem durante os anos 1950 e 1960 e possui enorme resistência contra rasgos e perfuração. Difícil de se encontrar no comércio do Brasil.
  • Tweed: cobertura que também foi utilizada em malas de viagem, material textil de fácil manuseio e que possui efeito visual marcante da época vintage dos anos 40 e 50. Semelhante a uma lona, o Tweed normalmente possui padrões estampados através da tecelagem com diferentes cores de linha. O uso de Tweed no revestimento de amplificadores Fender de 1948 até o início dos anos 1960 tornou-se uma referência e deu nome àquela linhagem. Os modelos produzidos nessa época, em diversas tonalidades e padrões de revestimento, são chamados coloquialmente de a linha “Fender Tweed”. Entre os modelos mais famosos encontram-se o Fender Champ, o Tweed Bassman e o Tweed Twin.
  • Tecido ortofônico: tecido sintético que oferece baixa resistência à passagem de som – normalmente possui largas aberturas na sua malha. O tecido ortofônico deve ser poroso e permeável ao som, mas também resistente, pois na maior parte dos amplificadores de guitarra é a única camada entre o alto-falante e quaisquer objetos cortantes. Nos tecidos de melhor qualidade, nota-se belo acabamento, porém têm a malha trançada em fios de nylon de grande resistência.
  • Courvim: material sintético que busca imitar o couro. Utilizado em bancos de automóveis, cortinas, móveis, entre outros. Nunca foi considerado um material “refinado”, pelo contrário, possui baixa resistência a perfurações e rasgos. Envelhece de forma precária, muitas vezes expondo o tecido subjacente de cor distinta. Alguns construtores o utilizam no lugar do Tolex de modo a baixar o custo o projeto.
  • Couro: sem dúvida o material mais resistênte e mais “nobre” para cobertura de amplificadores, porém cada vez mais caro. Na atualidade possui também contrariedade ética por parte de certos grupos, e não se enquadra no quesito “ecológico”. No entanto, caso o leitor possua um bom estoque de couro sem propósito, a cobertura de amplificadores pode ser uma excelente aplicação para esse material. O couro pode ser tratado com óleos e tingidores, e permite excelente acabamento final, dando aparência única ao amplificador. Envelhece mantendo a beleza e oferece proteção ao equipamento contra rasgos e perfurações.

Colas

Na construção de amplificadores para guitarra são necessárias, basicamente, três tipos de colas: branca à base de PVA (poli-vinil acetato), colas baseadas em resina epoxy e aquelas baseadas em cianocrilato (as chamadas colas rápidas como “Super Bonder”).

A cola de PVA é utilizada na construção do gabinete e na fixação do tecido de cobertura do amplificador. Alguns fabricantes ainda utilizam a cola de contato, popularmente a “cola de sapateiro”, para a fixação do recobrimento. Porém essa não é tolerante a erros no momento da fixação e é de difícil manuseio e limpeza. Além de ser baseada em solventes, cujos vapores são altamente tóxicos.

A cola de PVA oferece impermeabilização e resistência satisfatória contra rasgos, bem como é capaz de fixar os principais tecidos de cobertura: Tolex, tweed e courvim. No entanto, para trabalhos com couro animal, a mais indicada ainda é a cola de contato, devido à absorção da cola PVA, o que irá endurecer o couro animal e prejudicar a qualidade do acabamento final.

O tecido Tweed é sempre envernizado posteriormente, enrijecendo-o, e o Tolex e courvim não absorvem a cola PVA. Portanto sugiro ao leitor evitar a cola de contato para cobertura do amplificador quando utilizar tais materiais.

A cola de cianocrilato pode ser utilizada para fixação de emblemas, placas de número de série, do painel frontal ao chassi (quando existir) e outras pequenas tarefas de acabamento.

A cola de epoxy bi-componente pode ser muito útil nas mesmas funções da cola de cianocrilato. Quando possível, optar sempre pelo epoxy de secagem mais lenta pois são os mais resistentes.

Lembrando que a cola de cianocrilato produz vapor extremamente tóxico, o qual não deve ser inalado em hipótese alguma. Seu uso deve ser efetuado sempre em ambiente bem ventilado. As colas de epoxy normalmente exigem catálise, e seu uso deve ser realizado dentro do tempo especificado após a mistura do catalisador, de outra forma pode não haver boa aderência, ou tornar-se flexível.

Parafusos

Muitas vezes ignorados, os parafusos fazem parte do alicerce da boa construção de amplificadores. A seguir, falaremos brevemente dos principais pontos de fixação através de parafusos.

Devem ser cuidadosamente escolhidos, pois existe uma verdadeira infinidade de tipos de roscas, tipos de porcas, arruelas e métodos para manter tudo no lugar, mesmo sob vibração intensa.

Parafusos para Soquetes

Para fixar os soquetes de válvulas ao chassi o autor emprega parafusos de rosca de máquina, com diâmetros de 2mm ou 3/32”. Quando não disponíveis, parafusos de 2.5mm podem atender, porém muitos soquetes de válvulas de 9 pinos (12AX7) podem requerer escareamento ou aumento do diâmetro do furo original, enfraquecendo sua estrutura.

Muitos construtores utilizam o “arrebite pop” para tal função de modo a economizar tempo e custos no projeto.

A maior parte de soquetes octais, para válvulas EL34, 6L6, 6V6, 6Y6, retificadoras comuns como GZ34 aceita perfeitamente parafusos de 2.5mm a 3mm, ou 3/32” a 1/8”.

Resumo, fixação de soquetes:

Soquete 9 Pinos (12AX7 / EL84)

Soquete Octal (6L6/EL34/GZ34)

Diâmetro: 2mm ou 3/32”

Diâmetro: 2.5mm ou 1/8”

Comprimento: 10 a 15mm ou 3/8” a 1/2”

Comprimento: 15mm a 20mm

Parafusos para fixar as placas de circuito

A fixação das placas de circuito impresso ao chassi pode ser efetuada de diversas maneiras igualmente eficientes.

A primeira delas consiste em efetuar o corte de um cano de metal, nylon ou teflon em segmentos de mesma altura, e usá-los como espaçadores. A principal vantagem desse método é a de possibilitar o corte do espaçador em qualquer tamanho. E a principal desvantagem é o trabalho exigido para realizar os cortes nos tamanhos exatos. Após cortar os espaçadores, um parafuso é então conduzido através do chassi, pelo espaçador, sobre o qual a placa de circuito impresso é deitada. Neste caso, parafusos de 2.5mm de diâmetro, por 30 a 40mm de comprimento podem ser utilizados. Lembrando que o parafuso deve ter comprimento suficiente para atravessar o chassi, o espaçador, a placa de circuito e eventuais arruelas, além de vazar a altura completa da porca de fixação na parte interna. O cálculo do comprimento dos parafusos a serem comprados deve ser efetuado durante o planejamento da montagem.

Outra maneira de fixar a placa de circuito é utilizar espaçadores que já possuem um parafuso de um lado, e rosca do outro. Assim, o espaçador é fixado ao chassi, e a placa de circuito ao espaçador. Tal tipo de espaçador é muito comum em computadores pessoais, e é utilizado para separar a placa-mãe do gabinete. Podem ser encontrados em lojas de informática ou como resto da montagem de computadores. Os espaçadores de latão muitas vezes são descartados por estabelecimentos de montagem e venda de computadores pessoais, pois costumam sobrar em quantidade.

Recomenda-se utilizar porcas com tensor de borracha interno, de modo que a vibração do amplificador não ocasione a soltura dos componentes eletrônicos.

Parafusos para fixação do Chassi

O chassi deve ser fixado ao gabinete de alguma maneira. Existem diversas opções para realizar esta fixação, pois não há um padrão e cada construtor aplica sua própria metodologia.

Basicamente é preciso que exista uma porca fixa em alguma parte do chassi, seja através de “gaiola” quadrada, dentro da qual a porca não consegue girar, ou grampos que possuem rosca, bem como arrebites de rosca interna (porca-rebite, ou rivet-nuts). O último método é a minha escolha, dando bom acabamento e sem permitir folga ou movimentos indesejados do chassi.

As porcas de “gaiola” podem ser encontradas em lojas de suprimentos para redes de informática. São utilizadas nos “racks” de 19” para fixação de equipamentos aos mesmos.

Os grampos com rosca são usados pela Laney, Fender, Peavey, entre outras, porém requerem roscas soberbas, e não oferecem uma fixação tão rígida quanto as porcas-rebite.

As porcas-rebite podem ser adquiridas em diversos diâmetros e comprimentos. Também exigem um alicate-pop especial para sua fixação. Costumo utilizar parafusos de 1/4” de diâmetro por 1 1/4” de comprimento de cabeça sextavada para chave allen em aço inox ou oxidado, pois oferecem acabamento de primeira qualidade e são praticamente indestrutíveis.

Parafusos para fixação do alto-falante

Os alto-falantes recebem a maior carga de vibrações de um sistema de amplificador e, portanto, requerem maior atenção na sua fixação ao gabinete. Parafusos de rosca soberba, sem porca de fixação, inevitavelmente se tornarão frouxos e causarão contratempos futuros. Parafusos para alto-falantes devem ter 3 a 4mm de diâmetro, 2” a 3” de comprimento, e porca com tensionador de borracha para não ocorrer a soltura. Caso utilize porcas de embutir na madeira, verifique o diâmetro da mesma para adquirir o parafuso adequado. Não aumente o diâmetro do furo do alto-falante em hipótese alguma, isto removerá o verniz protetor e enfraquecerá a estrutura do chassi do alto-falante. Adquira parafusos e porcas compatíveis com o seu conjunto de alto-falantes.

Como o leitor pode verificar, há poucos locais onde devem ser empregados os rebites “pop”. Eles podem servir para fixações das pontes de terminais ao chassi, no entanto costumo preferir parafusos ou solda branca.

Outros parafusos

Os conextores IEC para cabos de força requerem dois parafusos de 2mm. Chaves seletoras de voltagem normalmente exigem 2 parafusos de rosca soberba para metal que costumam acompanhar a chave, porém caso não se encontrem disponível, será preciso adquirí-los. Não recomendo o uso de rebites pop, pois o conector IEC costuma afrouxar os rebites com a repetida inserção e remoção do cabo de alimentação. Novamente parafusos com porcas tensionadas seriam uma boa escolha.

Alças devem sempre ser fixadas com parafuso e porca. Parafusos de rosca soberba (“auto-atarrachantes”) fatalmente soltarão com o uso intenso do equipamento.

A fixação de eventuais grades ou grelhas traseiras, protetoras para as válvulas, pode ser efetuada com parafusos de rosca soberba, cuja escolha fica a critério do construtor, de acordo com o acabamento desejado.