Formatos de Amplificadores

Cabeçote

No sistema de cabeçote, o chassi é contido em gabinete separado das caixas acústicas. Apesar de diferenças estéticas, este é o sistema mais comum para amplificadores caseiros, encontrado em aparelhos de som domésticos e automotivos.

Apesar de apresentar certa dificuldade para transporte e montagem, o sistema de cabeçote e caixas (pilhas ou stacks) é o mais adequado para amplificadores valvulados.

Válvulas, diferente de transistores, possuem partes mecânicas que são fixadas umas às outras através de solda ou meras dobras e vincos que mantém a pressão entre elas. As partes não soldáveis como os isolantes de mica e a própria passagem dos pinos metálicos pela base de vidro são as mais vulneráveis às vibrações e constantes movimentos bruscos a que se sujeita um típico amplificador.

Ao estudar a estrutura interna das válvulas de potência mais comuns nos amplificadores para guitarra (EL34,KT88,6L6 e família) notamos que há uma minúscula distância entre o catodo e a grade de controle. Há também um pequeno espaço entre a grade de controle e a grade de screen, a qual se encontra em alto potencial. Após fortes pancadas durante frequentes transportes a shows e ensaios, é comum ocorrer o centelhamento entre catodo, grade de controle e screen, exigindo trocas frequentes de válvulas.

Ao construir um gabinete separado para os alto-falantes e para o chassi do amplifiador, prolonga-se a vida útil das válvulas, evita-se a microfonia e outros problemas oriundos da vibração intensa no interior da caixa acústica.

Combo

Esse é o formato mais comum em amplificadores para guitarra, onde o amplificador e a caixa acústica com os alto-falantes dividem o mesmo espaço. Também chamado popularmente de “cubo”.

As contraindicações do formato combo para valvulados foram discutidas na seção de cabeçotes, portanto falaremos aqui das vantagens desse sistema: facilidade no manuseio e a possibilidade de carregar pedais, cabos e outros equipamentos no interior do “cubo”.

Os cubos são populares especialmente entre músicos profissionais individuais com programação noturna diária, levando em conta o trabalho que deve ser realizado por ele mesmo ao montar e desmontar o palco antes e depois de cada evento.

Apesar de aumentar a quantidade de falhas em válvulas, e de ser mais propenso à microfonia entre válvulas / alto-falantes, o formato cubo ainda é o mais utilizado, e alguns dos amplificadores mais conceituados da história possuem esta configuração.

Alguns modelos clássicos podem ser encontrados nos dois formatos: cubo e cabeçote, a exemplo da família Fender Bassman.